Origem:
Contam os historiadores que o vinho da região de Champagne, na França, muitas vezes apresentava uma natural efervescência. A gaseificação natural devia-se à precocidade da colheita da uva, devido à maturação precipitada dos grãos, sendo o vinho engarrafado antes de sua completa fermentação. O vinho de Champagne é, provavelmente, o vinho mais antigo dos espumantes de que temos conhecimento.

Foi então que a história consagrou Dom Perignon, como primeiro artífice do controle do método de elaboração do espumante. Sua colaboração se concentra na idéia de realizar o assemblage, mistura entre dois ou mais vinhos, inclusive entre tintos e brancos.

A substituição de tampões pelas rolhas de cortiça presa com arames e a fermentação controlada por açúcar e fermentos. Outra colaboradora foi a da Viúva Clicquot, que, em meados do século XIX, idealizou o método de eliminar turbidez e os resíduos que permaneciam nas garrafas. Criou os pupitres, a remuage e o dégorgement. E com Pasteur, inicia a era científica do espumante, com o conhecimento das leveduras, estudo do seu comportamento e classificação.

No Brasil, desde 1913 até os meados da década de 50 os espumantes eram elaborado somente pelo método Champenoise. A partir de 1956 foi pelo Método Charmat, de menor custo e elaborado em maiores quantidades. Atualmente tem-se retomado a produção pelo método Champenoise, resultando em espumantes de alta qualidade e premiados internacionalmente.

Variedades:
Chardonnay: Variedade francesa da região de Borgonha, na França, cujas uvas são utilizadas na elaboração dos seus famosos vinhos e, juntamente com a Pinot Noir, faz parte do vinho base para a elaboração dos nobres vinhos espumantes de Champagne. Variedade que proporciona grande riqueza de aromas que ganham complexidade com o envelhecimento, gosto persistente, harmonioso, com retrogosto bastante longo.

Pinot Noir: O berço do Pinot Noir é a Borgonha, na França, onde é utilizada na elaboração de vinhos tintos que gozam de alto conceito internacional. Ainda na frança, ocupa lugar de destaque também na elaboração de Champagne, originando, juntamente com o Chardonnay, os famosos espumantes da região. É uma variedade tinta vinificada em branco, ou seja, sem contato da película com o mosto para a elaboração do espumante. Este vinho base é o que dá estrutura ao espumante.

Elaboração:
Dal Pizzol Brut foi elaborado com uma seleção de grandes vinhos das cepas Chardonnay que dá elegância e finesse, Pinot Noir (Blanc de Noir) responsável pelo corpo, estrutura e persistência, e Sylvaner completando com um leve toque de acidez e sutileza de aromas. A champanhização foi realizada na própria garrafa através do Método Traditionelle (Champenoise), lentamente e na temperatura adequada com minucioso controle. Dessa criteriosa combinação, encontramos neste espumante classe, elegância e uma agradável sensação de refrescância.

Parte-se de um vinho base , adiciona-se o açúcar, os clarificantes e as leveduras (licor de tiragem), que são essenciais para o processo de refermentação. Da quantidade de açúcar agregado, vai depender a pressão final do espumante. O engarrafamento é feito nas mesmas garrafas que o produto será comercializado. As garrafas são fechadas com tampas metálicas, que serão removidas posteriormente.

O “Prisse de Mousse” é o nome dado a Segunda fermentação. A transformação do açúcar em álcool desprende gás carbônico que ficará contido na garrafa. Essa fermentação é muito lenta (4 a 6